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Revista Select

Entretenimento

Dadu Mayer transforma sentimentos em música no primeiro álbum autoral “Instinto”

Projeto apresenta a canção ‘Teu Jeito de Ficar’ como música de trabalho e reforça a identidade artística do cantor O cantor e compositor Dadu Mayer lançou o álbum “Instinto”, seu primeiro trabalho autoral completo. Disponível nas plataformas digitais, o projeto reúne 14 faixas inéditas e representa um marco na trajetória do artista, que aposta em composições próprias para traduzir sentimentos, experiências e histórias por meio da música. A faixa “Teu Jeito de Ficar” foi escolhida como música de trabalho do álbum. Mais do que um novo lançamento, “Instinto” simboliza a concretização de um sonho para Dadu Mayer. O projeto nasceu da necessidade de transformar emoções e vivências em canções, apresentando ao público um trabalho construído a partir de experiências genuínas e sentimentos universais. Com influências que preservam a tradição do pagode e dialogam com elementos contemporâneos do gênero, o artista entrega um repertório que valoriza a autenticidade e a conexão emocional com o ouvinte. As 14 músicas inéditas refletem diferentes momentos e aprendizados vividos ao longo de sua trajetória pessoal e artística. Segundo Dadu Mayer, o álbum representa uma síntese de tudo aquilo em que acredita como artista e como pessoa. “Instinto é o resultado de tudo aquilo que acredito como artista e como pessoa. Cada canção carrega um pedaço da minha história e dos meus aprendizados”, destaca o cantor. Música feita para sentir Em um cenário musical marcado pela rapidez dos lançamentos e pelo consumo acelerado de conteúdo, “Instinto” surge como um convite para uma escuta mais atenta. O álbum propõe uma conexão baseada na identificação com as histórias contadas nas canções e nas emoções despertadas por cada faixa. A música de trabalho, “Teu Jeito de Ficar”, sintetiza a essência do projeto e evidencia a identidade artística de Dadu Mayer, apresentando ao público um retrato fiel de sua proposta musical. O lançamento também reforça a aposta do artista no fortalecimento do pagode autoral, valorizando composições próprias e experiências pessoais como matéria-prima para suas criações. Sobre Dadu Mayer Dadu Mayer é cantor e compositor e encontrou no pagode uma forma genuína de transformar sentimentos, histórias e experiências em música. Em “Instinto”, seu primeiro álbum autoral, apresenta ao público a síntese de sua identidade artística e dá um passo importante em sua carreira. O álbum já está disponível nas principais plataformas digitais. Redes sociais Instagram: @dadu.mayer TikTok: @dadu.mayer YouTube: @dadu.mayer

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Cinema

Eu sou o Gato! Warner Bros. Pictures lança novo trailer de ‘O Gatola da Cartola’

A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o mais novo trailer de O Gatola da Cartola, a primeira animação do estúdio. O vídeo apresenta uma abordagem original para o clássico personagem do Dr. Seuss, revelando a ação, caos e fofura da nova missão do felino. No longa, o público conhece o Gatola, um agente de diversões para crianças. Em sua nova missão, ele precisará usar toda a sua criatividade para ajudar os mais novos pequenos moradores da cidade, Gabby e Sebastian, a se adaptarem à nova vida. Caso contrário, o felino pode acabar perdendo sua cartola de uma vez por todas. A situação sai ainda mais do controle quando os ajudantes Coisas se unem à família para essa jornada. O Gatola da Cartola chega às telonas no segundo semestre de 2026, também em versões acessíveis. Sobre o filme Chegou a hora de conhecer um novo Gatola da Cartola! Na adorável e excêntrica tradição do artista e escritor infantil Dr. Seuss, O Gatola da Cartola estreia nas telonas em uma original aventura épica animada onde a travessura, a magia e o caos reinam supremos. Fazendo o que faz de melhor, o Gatola – dublado por Bill Hader – esparrama alegria para as crianças, e todo o público, do seu jeito hilário, peculiar e irreverente, levando-os a uma jornada fantástica por um mundo que eles nunca viram antes. Em O Gatola da Cartola, nosso herói assume sua tarefa mais difícil até agora no I.I.I.I. – Instituto para Instituir a Imaginação e a Inspiração: animar e alegrar Gabby e Sebastian, dois irmãos com dificuldade para se adaptar na nova cidade para a qual acabaram de mudar. Conhecido por levar as situações longe demais, esta pode ser a última chance desse agente do caos de provar a si mesmo… ou perder seu chapéu mágico! Com Bill Hader, dublam a animação Xochitl Gomez, Matt Berry, Quinta Brunson e Paula Pell. No elenco de vozes estão também Tiago Martinez, Giancarlo Esposito, America Ferrera, Bowen Yang e Tituss Burgess. Dirigido por Alessandro Carloni e Erica Rivinoja, o primeiro longa-metragem da Warner Bros. Pictures Animation, O Gatola da Cartola chega aos cinemas em fevereiro de 2026, com distribuição mundial pela Warner Bros. Pictures.  

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Entrevistas

Bruxaria Caiçara lança “O Grito da Galera”, música que celebra a paixão brasileira pelo futebol

Bruxaria Caiçara lança “O Grito da Galera”, música que celebra a paixão brasileira pelo futebol A banda Bruxaria Caiçara apresenta seu novo single, “O Grito da Galera”, uma canção vibrante e cheia de energia criada especialmente para acompanhar a emoção da Copa do Mundo. Inspirada na força da torcida brasileira, a música retrata a atmosfera única que toma conta do país durante os grandes jogos: a união entre amigos e famílias, as ruas tomadas pelas cores da Seleção e o coro apaixonado que ecoa de norte a sul do Brasil. Com um refrão marcante e ritmo contagiante, “O Grito da Galera” convida o público a cantar junto e viver intensamente cada momento da competição. Misturando a identidade musical da Bruxaria Caiçara com a alegria característica do futebol brasileiro, a faixa transforma a emoção das arquibancadas em música, homenageando milhões de torcedores que fazem do Brasil uma das maiores potências do futebol mundial. Segundo a banda, a proposta da canção é celebrar não apenas o esporte, mas também o sentimento coletivo que une pessoas de diferentes origens em torno de uma mesma paixão. “O Grito da Galera” chega para ser trilha sonora de encontros entre amigos, comemorações, transmissões de jogos e de todos os momentos em que a torcida brasileira faz sua voz ser ouvida. Porque quando a bola rola, o coração acelera. E quando a torcida canta, nasce O Grito da Galera.  

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Entretenimento

Alison Reitz transforma dor e superação em ‘também…’, seu novo single

Após um período de afastamento da música, o cantor Alison Reitz está de volta com um lançamento carregado de significado. Nesta terça-feira, 9 de junho, o artista catarinense apresenta ao público o single ‘também…’, uma canção que nasce de experiências pessoais profundas e marca uma nova fase em sua trajetória artística. Natural de Florianópolis (SC), Alison retorna após o hiato da AR Music Entertainment, iniciado em 2025 logo após o lançamento da música “Sigilo”. Agora, com uma proposta mais intimista, o cantor aposta em uma sonoridade pop sentimental para compartilhar uma história de dor, reflexão e recomeço. A faixa aborda as marcas deixadas por um relacionamento tóxico e por um período de dependência emocional e física vivido pelo artista. As experiências retratadas na composição fazem parte de um momento delicado de sua vida, que trouxe consequências importantes para sua saúde emocional e o levou a buscar acolhimento em um centro de reabilitação. Escrita por Alison Reitz e produzida pela Audcast, a música apresenta uma narrativa sincera sobre vulnerabilidade, superação e reconstrução pessoal. Ao longo da canção, o cantor utiliza referências a acontecimentos reais para transformar vivências difíceis em uma mensagem capaz de gerar identificação com o público. Um dos detalhes mais simbólicos do projeto está no próprio título. A expressão ‘também…’ faz referência a uma tatuagem localizada no lado esquerdo do peito do artista. O elemento serviu não apenas como inspiração para a composição, mas também para a criação da capa oficial do single, reforçando a conexão entre a obra e a história que a motivou. Além da carga emocional presente na música, a data de lançamento também foi escolhida por um motivo especial. Segundo o artista, o dia 9 de junho está diretamente ligado a um dos momentos mais marcantes da experiência que inspirou a canção. O lançamento representa ainda um importante recomeço na carreira de Alison Reitz. Como quarto single promocional de sua trajetória, ‘também…’ simboliza uma fase de renovação artística e pessoal, marcada pela coragem de compartilhar sentimentos e experiências que ajudaram a moldar sua história. Os fãs também podem esperar novidades nos próximos meses. O videoclipe oficial da música já está em fase de pré-produção e promete ampliar visualmente a narrativa apresentada na faixa. Enquanto isso, um sneak peek com imagens dos bastidores da gravação já pode ser conferido no canal da AR Music no YouTube. Com ‘também…’, Alison Reitz mostra que a música pode ser uma poderosa ferramenta de transformação, convertendo momentos difíceis em arte e abrindo espaço para novas conexões com o público.

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Música

Novo nome do rock autoral, Rex Vulturis lança o single ‘Faca entre os dentes’

Power trio paulistano lança primeira música do futuro EP ‘Expresso Babilônia’ e aposta em letras sobre inadequação, desilusões e a vida à margem A banda paulistana Rex Vulturis dá o primeiro grande passo de sua trajetória com o lançamento do single ‘Faca entre os dentes’, disponibilizado ao público em 5 de junho de 2026. A faixa chega com a missão de apresentar oficialmente a identidade musical do grupo e funciona como cartão de visitas do futuro EP ‘Expresso Babilônia’, ainda sem data de lançamento definida. Com influências que transitam entre o rock clássico nacional e internacional, o trio aposta em uma sonoridade direta, visceral e sem excessos para traduzir sentimentos de inadequação e não pertencimento. Formada por Daniel Codespoti (voz e guitarra), Thales Rocco (baixo) e Diego Fehrer (bateria), a Rex Vulturis nasce da experiência acumulada por músicos que carregam anos de estrada na cena independente paulistana. O resultado é um trabalho que reúne referências do rock de raiz com histórias inspiradas em bares, páginas policiais, desilusões amorosas e questionamentos existenciais. A proposta da banda é clara desde o primeiro acorde: fazer rock n’ roll sem firulas, sem fórmulas prontas e sem a preocupação de seguir tendências. Em vez disso, o grupo prefere apostar na autenticidade e na força das composições autorais. Um retrato da inadequação A música ‘Faca entre os dentes’ mergulha em um tema que atravessa gerações: a sensação de não pertencer ao mundo ao redor. A composição aborda o desconforto diante das expectativas sociais, os conflitos internos e a busca por um lugar em meio às contradições da vida contemporânea. A escolha desse tema como primeiro lançamento não foi por acaso. A canção sintetiza boa parte da essência artística da Rex Vulturis, que busca transformar experiências pessoais e observações do cotidiano em narrativas musicais carregadas de emoção e sinceridade. A sonoridade acompanha essa proposta lírica. O formato de power trio oferece objetividade e intensidade ao arranjo, permitindo que a mensagem seja entregue de forma direta ao ouvinte. Sem camadas excessivas ou produções grandiosas, a banda aposta na força da interpretação e na energia dos instrumentos para criar conexão com o público. Influências que atravessam gerações Embora tenha personalidade própria, a Rex Vulturis não esconde suas referências. A banda bebe diretamente da fonte de nomes que ajudaram a moldar o rock nacional e internacional. Entre as principais inspirações citadas pelo grupo estão Barão Vermelho, Rolling Stones, Rita Lee e Tutti Frutti. A influência desses artistas aparece tanto na construção das melodias quanto na maneira de contar histórias por meio das letras. Ao mesmo tempo, a banda faz questão de imprimir sua própria identidade. O resultado é uma mistura entre a sofisticação musical herdada de grandes nomes do rock e a crueza característica das bandas independentes que enfrentam diariamente os desafios de produzir música autoral no Brasil. Segundo a própria descrição do grupo, a trajetória da Rex Vulturis é marcada por resistência. São músicos que continuam criando e se apresentando apesar das dificuldades impostas ao cenário independente, construindo sua história entre palcos de festivais, estúdios de gravação, salas de ensaio e noites repletas de sonhos. A força do power trio Uma das características centrais da Rex Vulturis é sua formação enxuta. O formato de power trio, consagrado por diversas bandas ao longo da história do rock, permite que cada integrante tenha papel fundamental na construção da sonoridade. Na bateria, Diego Fehrer é responsável pela base rítmica que sustenta as composições. Sua pegada intensa e técnica refinada ajudam a criar a energia necessária para impulsionar as músicas da banda. No baixo, Thales Rocco imprime grooves marcantes e linhas precisas que acrescentam personalidade às canções. Seu trabalho contribui para o equilíbrio entre peso e musicalidade, elemento essencial na proposta sonora do grupo. Já Daniel Codespoti assume a linha de frente como vocalista e guitarrista. Além de interpretar as letras, ele também conduz a narrativa emocional das músicas, transformando experiências e reflexões em canções que dialogam diretamente com o público. Juntos, os três músicos constroem uma sonoridade que busca equilibrar intensidade, melodia e autenticidade. Produção reforça identidade da banda Para o lançamento de ‘Faca entre os dentes’, a Rex Vulturis contou com o trabalho do produtor Guto Passos, responsável também pela mixagem, masterização e pelos sintetizadores presentes na gravação. O single foi produzido no estúdio Lhama Records, ambiente que serviu de base para transformar a proposta artística da banda em um produto final capaz de representar com fidelidade sua identidade sonora. A participação de Guto Passos contribui para valorizar a essência do trio sem descaracterizar a proposta original. A produção mantém o espírito cru do rock n’ roll, ao mesmo tempo em que oferece qualidade técnica e acabamento profissional. O resultado é uma faixa que preserva a energia das apresentações ao vivo e reforça o compromisso da banda com uma estética musical honesta e direta. O desafio da música autoral no Brasil A história da Rex Vulturis também dialoga com uma realidade compartilhada por milhares de artistas independentes em todo o país. Produzir música autoral continua sendo um desafio marcado por obstáculos financeiros, falta de espaço em grandes veículos e dificuldades para alcançar novos públicos. Mesmo diante desse cenário, a banda escolheu seguir investindo na criação artística própria. Essa decisão reflete uma postura de resistência que aparece tanto em sua trajetória quanto nas letras de suas músicas. A relação entre amor e frustração com a carreira musical é um tema recorrente na vivência de artistas independentes e também está presente na identidade da Rex Vulturis. O grupo transforma essas experiências em combustível criativo, produzindo canções que falam sobre fracassos, expectativas, excessos e sobrevivência. Essa conexão com a realidade torna suas composições ainda mais próximas do público que também enfrenta desafios semelhantes em diferentes áreas da vida. Expectativa para o EP ‘Expresso Babilônia’ O lançamento de ‘Faca entre os dentes’ marca apenas o início de uma jornada maior. A música fará parte do EP ‘Expresso Babilônia’, projeto que deverá aprofundar os temas e a estética apresentados neste primeiro trabalho. Embora ainda não

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Música

Calma’ mostra por que Érico Moura é uma das vozes autorais mais consistentes do Sul do Brasil

Canção une reflexão, presença e liberdade criativa em uma obra que dialoga com o passado e aponta para os caminhos do próximo álbum do artista gaúcho A música “Calma”, integrante do álbum Tudo É Processo, terceiro disco de estúdio do cantor e compositor gaúcho Érico Moura, sintetiza uma das principais características da trajetória do artista: a capacidade de transformar reflexões profundas sobre a existência em canções sensíveis, poéticas e conectadas com o cotidiano. A obra ganha novo significado em um momento especial da carreira de Moura, que atualmente se dedica à gravação de seu quarto álbum de estúdio, O Outro Lado do Silêncio, projeto que amplia seu universo criativo e reafirma seu compromisso com a canção autoral contemporânea. Natural de Porto Alegre, Érico Moura construiu uma trajetória consistente na música independente brasileira, transitando por diferentes influências que incluem MPB, folk, rock e sonoridades latino-americanas. Ao longo de sua carreira, lançou três álbuns de estúdio, dois discos ao vivo, dez singles e três videoclipes, além de realizar apresentações em diversas cidades da Região Sul, Santa Catarina e do Rio de Janeiro. A canção “Calma” ocupa um lugar especial dentro de sua discografia por abordar temas universais como transformação, presença e autenticidade. Segundo o próprio artista, a música está diretamente conectada ao conceito que orienta o álbum Tudo É Processo, trabalho que propõe uma reflexão sobre as mudanças constantes da vida e sobre a necessidade de estar atento ao momento presente. “Calma” faz parte de Tudo É Processo, meu terceiro disco de estúdio, um trabalho que fala da vida como transformação contínua, daquilo que muda, permanece e pede presença. Tem uma frase da canção que gosto muito: “porque pra ser verdade tem que estar inteiro aqui”. A frase destacada por Moura resume a essência da composição e estabelece um diálogo direto com questões contemporâneas relacionadas à aceleração da rotina, à ansiedade e à busca por significado. A proposta da canção não é oferecer respostas prontas, mas convidar o ouvinte a uma pausa, a um encontro consigo mesmo e com aquilo que é verdadeiramente essencial. Uma trajetória marcada pela canção autoral A consolidação do trabalho de Érico Moura ocorre em um cenário cada vez mais desafiador para artistas independentes. Ainda assim, o músico tem conquistado reconhecimento pela consistência de sua produção artística e pela qualidade de suas composições. Seu trabalho recebeu destaque internacional quando foi apontado pelo portal cultural uruguaio Cooltivarte como representante do chamado “templadismo”, uma corrente estética associada às expressões culturais do sul da América Latina. A definição evidencia uma característica recorrente em sua obra: a aproximação entre diferentes identidades musicais latino-americanas e a valorização das experiências culturais compartilhadas entre os povos da região. No Brasil, sua produção também chamou a atenção do jornalista e crítico musical Juarez Fonseca, que destacou a força poética de suas composições e a solidez de sua trajetória artística. Essa combinação entre lirismo, reflexão e diversidade sonora tem sido uma marca registrada do compositor, que desenvolveu uma identidade própria ao longo dos anos sem abrir mão da experimentação e do diálogo com diferentes tradições musicais. Reconhecimento internacional O ano de 2024 representou um marco importante na carreira de Érico Moura. O artista foi o único brasileiro selecionado para participar do 24:1900 Global Music Festival, evento internacional que reuniu músicos de diferentes fusos horários em uma grande celebração da música global. A participação resultou na gravação do álbum 24:1900 Ao Vivo, registro que ampliou a visibilidade de seu trabalho para novos públicos e reforçou sua inserção em circuitos culturais internacionais. O reconhecimento conquistado no festival confirma a relevância de uma trajetória construída de forma independente e baseada na valorização da criação autoral. O outro lado do silêncio Se “Calma” representa um convite à presença, o novo álbum em produção parece aprofundar ainda mais essa investigação artística. Intitulado O Outro Lado do Silêncio, o disco nasce a partir de um conceito poético desenvolvido em parceria com o escritor e poeta Celso Gutfreind. O ponto de partida do trabalho é o poema homônimo criado especialmente para Moura. A frase “foi da canção que nasci, foi na canção que vivi o outro lado do silêncio” atravessa todo o projeto e funciona como eixo conceitual para as composições. De acordo com o artista, há uma conexão direta entre a proposta de “Calma” e o universo criativo do novo álbum. “De certo modo, ela conversa também com o novo álbum que estou gravando, O Outro Lado do Silêncio, onde tenho aproximado ainda mais canção e sonho, esse espaço de liberdade, imaginação e criação que talvez seja um dos mais humanos que existem.” A declaração revela o desejo do compositor de explorar territórios simbólicos ligados ao sonho, à imaginação e à liberdade criativa, elementos que se tornam centrais na construção da nova obra. Um álbum de encontros artísticos Além do conceito poético, O Outro Lado do Silêncio se destaca pela quantidade de colaborações reunidas em sua produção. Entre os convidados confirmados estão nomes de diferentes gerações e estilos da música brasileira e latino-americana, como Marcos Suzano, Marcelo Delacroix, Carolina Cáceres, Nino Prestes, Adriano Trindade, Luciano Granja, Júlio Porto, Luciano Leães e Ricardo Arenhaldt. O projeto contará ainda com arranjos de cordas assinados por Fabrício Gambogi, integrante da banda Dingo, ampliando a riqueza sonora do trabalho. Nas composições, Moura divide a autoria de letras com nomes como Celso Gutfreind, Pedro Gonzaga, Letícia Lopes e Bianca Obino, fortalecendo a proposta de um álbum construído a partir do encontro entre diferentes linguagens artísticas. Uma América Latina imaginada pela canção Musicalmente, o novo trabalho percorre diferentes paisagens culturais do continente latino-americano. O álbum incorpora referências à cumbia, candombe, chacarera, chamamé, zamba, salsa, samba, marchinha, xote, milonga e rock. Essa diversidade sonora reforça uma característica presente em toda a carreira de Moura: a busca por pontes entre culturas e tradições musicais distintas. A inédita “Latinoamérico” sintetiza esse movimento ao propor uma reflexão sobre identidade, pertencimento e liberdade. A canção imagina uma América Latina livre de opressão, racismo, desigualdades e submissões históricas, transformando a música em espaço de

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