Após apresentação retumbante em Portugal, complexo b marca chegada ao Brasil com estreia nacional em Porto Alegre. Duas apresentações na capital ocorrerão dias 28 de fevereiro e 1 de março, no Teatro Simões Lopes Neto. Completam ainda a programação a retomada do projeto Gaúchos em Cena e os preparativos para a segunda edição do Reside Alegre, dessa vez no bairro Cidade Baixa, ambos no mês de maio Crédito: Ricardo Lopes Link das fotos aqui O espetáculo complexo b, fortemente ligado à música, poesia e cultura brasileira e lusitana, com Adriana Calcanhotto, José Miguel Wisnik e João Camarero, estreia no Brasil, durante o epílogo do 32º Porto Alegre em Cena. As apresentações ocorrerão nos dias 28 de fevereiro, às 20h, e 1 de março, às 18h, no Teatro Simões Lopes Neto, do complexo Multipalco Eva Sopher, em Porto Alegre. Ingressos à venda. Se unem a ele, no mês de maio, a retomada do projeto Gaúchos em Cena, com a elaboração da biografia da artista Carlota Albuquerque e ainda a primeira etapa de Reside Alegre, uma residência artística, desta vez no bairro Cidade Baixa. “Quase uma tradição na história do Em Cena, atrações de lançamento e encerramento do festival fazem parte da programação. Este ano, não é diferente. Encerraremos a 32ª edição, com uma atração absolutamente especial. Em sua última apresentação em Porto Alegre, Wisnik comentou a apresentação em Lisboa, reunindo um time fantástico: ele, Adriana Calcanhotto e João Camarero, nome de ponta da nossa música. complexo b, a aula-show dos três bambas, fará a estreia brasileira aqui, o que me enche de alegria real. Eu não vou perder por nada”, assegura Luciano Alabarse, coordenador geral do Porto Alegre em Cena. complexo b foi concebido especialmente para a Exposição Complexo Brasil, no mês de novembro do ano passado, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal. Unindo a cantora e compositora Adriana Calcanhotto, o compositor, pianista, cantor e ensaísta José Miguel Wisnik e o violonista João Camarero, o espetáculo propõe uma conversa expandida, na qual se desdobram sonoridades e elementos da poesia e da cultura brasileira e da cultura lusitana nas suas redes de subtilezas e complexidades. Por aqui, a performance em cima do palco intercalará diálogos em que os artistas destacarão não só aspectos singulares da identidade poético-musical brasileira, como a permeabilidade entre o erudito e o popular, a música e a literatura e também diálogos com a poesia portuguesa, que atravessarão o roteiro das canções. Este encontro especial entre três nomes de destaque na cena artística brasileira oferece uma espécie de ensaio multidimensional no qual vão emergindo variadas paisagens sonoras presentes na trajetória de cada um que, no seu conjunto, revelam e desvendam musicalmente a beleza da língua poética brasileira, constituída de memória e criação, ruína e reinvenção, mares e morros, e as vertigens entre o sagrado e o profano. O repertório inclui obras de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Milton Nascimento e Caetano Veloso, Baden Powell, Arnaldo Antunes, além de canções autorias de Adriana Calcanhotto e de José Miguel Wisnik e diálogos com os poetas portugueses Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Adília Lopes, Fiama Hasse Pais Brandão. Repertório de complexo b: Prelúdio opus n. 4 (Chopin)/ Insensatez (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) Canção de Siruiz (Guimarães Rosa)/ A terceira margem do rio (Milton Nascimento/ Caetano Veloso) Nada (Adriana Calcanhotto sobre poema de Antonio Cicero) / Mortal loucura (sobre poema de Gregório de Matos, com inserção de Se nada fiz na jornada, poema de Zé Bernardino) Tão pequeno (Caetano Veloso sobre poema de Luís de Camões) / Os Ilhéus (José Miguel Wisnik sobre poema de Antonio Cicero) O Outro (Adriana Calcanhotto sobre poema de Mário de Sá Carneiro) Clarice Lispector (Adriana Calcanhotto sobre poema de Adília Lopes) Poética do eremita (Adriana Calcanhotto sobre poema de Fiama Hasse Pais Brandão) Canção do exílio (Gonçalves Dias) Corre o mundo (Adriana Calcanhotto) Sim, sei bem (José Miguel Wisnik sobre poema de Ricardo Reis) Segue o teu destino (Sueli Costa sobre poema de Ricardo Reis) Noite de S. João (Fred Martins sobre poema de Ricardo Reis) Tarde em Itapuã (Toquinho/ Vinicius de Moraes) Afro-sambas (Baden Powell/ Vinicius de Moraes) Canto de Ossanha/ Berimbau/ Consolação João (Cézar Mendes/ Arnaldo Antunes) Parangolé Pamplona (Adriana Calcanhotto) Terra Estrangeira (José Miguel Wisnik) Chega de saudade (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) RETOMADA DO PROJETO GAÚCHOS EM CENA, COM CARLOTA ALBUQUERQUE Na retomada do projeto Gaúchos em Cena, iniciativa do Porto Alegre em Cena, se reafirma o compromisso histórico do festival com a salvaguarda da memória artística do Rio Grande do Sul. A cada edição, o projeto dedica-se à elaboração de uma biografia sensível de um artista do Sul do país, reconhecendo trajetórias fundamentais para a constituição das artes cênicas e contribuindo para a visibilidade, o reconhecimento público e a preservação de seus legados estéticos, pedagógicos e políticos. Para a 32ª edição do Porto Alegre em Cena, a artista escolhida é a coreógrafa e bailarina Carlota Albuquerque, figura incontornável da dança contemporânea brasileira. Fundadora do Terpsí Teatro de Dança, Carlota construiu, ao longo de décadas, uma obra marcada pela pesquisa do corpo como campo poético, político e sensível, atravessando linguagens, dialogando com o teatro, a música e as artes visuais, e formando gerações de artistas. Sua trajetória é reconhecida pela criatividade, ética e estética, pela consistência de sua pesquisa continuada e por sua contribuição decisiva para a consolidação da dança contemporânea no Rio Grande do Sul e no Brasil. A escrita desta edição de Gaúchos em Cena será realizada pela atriz e gestora cultural Gabriela Munhoz e pela diretora, atriz, pesquisadora e teórica do teatro, Joana de Albuquerque, que se debruçam sobre esta escrita em um gesto de escuta, reflexão e partilha. O texto propõe não apenas um registro biográfico, mas um exercício de memória viva, que reconhece a artista em sua dimensão criadora, formadora e transformadora, reafirmando a importância de narrar e preservar histórias que constituem o presente e o futuro das artes cênicas. “Jamais imaginei ter minha trajetória sendo homenageada assim, de forma tão especial, no Porto Alegre em Cena. Quando recebi o convite da minha querida Letícia Vieira,