A aversão à pobreza ajuda a explicar por que as mulheres simplesmente não consideram sair com homens pobres
Não é novidade que questões financeiras podem impactar diretamente o sucesso de um relacionamento, e que as mulheres estão cada vez mais criteriosas na hora de escolher com quem se envolver. Mas um termo ganhou espaço nesse debate: a aporofobia. Usado para descrever a aversão à pobreza, o conceito se manifesta quando há resistência em se relacionar, conviver ou até dar uma chance a pessoas com menor poder aquisitivo. Ainda que muitas vezes passe despercebido, esse comportamento pode estar mais presente nas relações do que se imagina.
No relacionamento sugar, essa questão fica ainda mais clara. Para as Sugar Babies, a condição financeira do parceiro é um dos principais critérios para começar uma relação, a preferência estética costuma, inclusive, ficar em segundo plano. Nesse modelo, a afinidade, o estilo de vida e a estabilidade emocional e financeira acabam pesando diretamente na decisão de sair ou não com alguém.
Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, explica que a falta de dinheiro causa frustrações que, na maioria dos casos, impactam nos relacionamentos. “A liberdade financeira proporciona menos estresse, mais conforto e, consequentemente, melhora a qualidade de vida. Dinheiro pode até não comprar felicidade, mas a falta dele com certeza traz aborrecimento”.
Na prática, isso significa que muitos homens fora desse perfil sequer entram no radar dessas mulheres, e não necessariamente por falta de conexão, mas porque não atendem a um requisito considerado básico estabelecido por elas. Um artigo sobre o envelhecimento das mulheres em relação à falta de dinheiro publicado pela HealthyWomen destacou como o estresse financeiro pode causar uma série de problemas de saúde, como ganho de peso, distúrbios na tireoide e doenças autoimunes. Além disso, a pressão financeira pode gerar sintomas físicos, como dores de cabeça, ansiedade e dificuldades para dormir.
“Quando a mulher não tem um parceiro capaz de proporcionar esse conforto, ela começa a enfrentar uma série de problemas que afetam tanto a saúde mental quanto física. Por isso, o conceito de hipergamia, ou seja, o desejo de estar ao lado de um homem bem-sucedido, tem ganhado cada vez mais força. Essas mulheres buscam parceiros maduros, que ofereçam estabilidade e evitem dores de cabeça”, afirma o especialista.
Embora o termo aporofobia seja frequentemente associado à aversão à pobreza, no contexto dos relacionamentos ele mostra que para muitas mulheres que já são bem-sucedidas, se trata de uma escolha consciente por parceiros com o mesmo, ou maior, poder aquisitivo, que acompanhem seu ritmo de crescimento e evolução, sem que precisem assumir o papel de provedoras da relação. “Ao escolher um parceiro, não dá para pensar apenas no amor. Mulheres determinadas sabem o seu valor e não aceitam estar com alguém que não possa oferecer uma vida confortável”, finaliza Caio.
Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio.com













