Da infância nos corais ao samba e pagode, Uli amplia sua trajetória musical

Natural de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, a cantora Uli constrói uma trajetória marcada pela música desde a infância e chega a 2026 vivendo uma nova fase profissional, com o samba e o pagode como principais referências de sua identidade artística. Com experiências em corais, apresentações solo, participações em shows e produção de conteúdo para as redes sociais, a artista prepara seu primeiro pocket show dedicado aos dois gêneros e já projeta um audiovisual autoral para o início de 2027.

A relação de Uli com a música começou muito antes de ela pensar em transformar o canto em profissão. Filha de um músico, trompetista e maestro de coral, e de uma mãe que também canta em coral, ela cresceu em um ambiente no qual a música fazia parte da rotina familiar. Ainda aos 4 anos, passou a integrar um coral infantil da igreja, onde começou a se destacar em apresentações e solos.

O contato precoce com os palcos ajudou a desenvolver não apenas a técnica vocal, mas também uma característica que hoje ocupa lugar central em sua proposta artística: a capacidade de estabelecer uma conexão direta com quem está ouvindo.

Uma história construída desde a infância

Antes de escolher o samba e o pagode como bandeiras de sua carreira, Uli percorreu diferentes caminhos dentro da música. Durante a infância, a experiência no coral infantil proporcionou os primeiros contatos com apresentações diante do público.

Na adolescência e na juventude, ela continuou cantando em corais e, paralelamente, passou a desenvolver trabalhos como cantora solo. Esse período foi importante para ampliar sua percepção sobre a própria voz e descobrir diferentes possibilidades de interpretação.

A convivência com a música desde cedo também permitiu que Uli tivesse contato com diferentes estilos e artistas. Entre suas referências estão nomes como Whitney Houston, Beyoncé e Bruno Mars, artistas reconhecidos por suas performances vocais e presença de palco.

Com o passar dos anos, entretanto, um gênero começou a ocupar um espaço cada vez maior em sua trajetória.

Por volta dos 20 anos, Uli se encontrou no universo do samba e do pagode. A identificação foi além da sonoridade. Para a cantora, os gêneros passaram a representar uma maneira de traduzir emoções, histórias e encontros por meio da música.

Entre as referências que fazem parte de seu repertório e de sua formação estão artistas como Alcione, Péricles e Sorriso Maroto.

Essa mistura de influências contribui para uma identidade que busca unir a força interpretativa adquirida ao longo dos anos com a espontaneidade e a proximidade características do samba e do pagode.

Samba e pagode como identidade artística

A escolha pelo samba e pelo pagode representa um momento de definição na trajetória de Uli. Depois de anos de experiências musicais diversas, a cantora encontrou nesses gêneros uma linguagem que considera alinhada à forma como deseja se comunicar com o público.

O samba e o pagode têm como uma de suas características a capacidade de reunir pessoas em torno da música. Rodas de samba, shows e encontros musicais criam ambientes nos quais a participação do público faz parte da experiência.

É justamente essa proximidade que Uli pretende explorar em sua carreira.

Sua proposta não está limitada à interpretação das canções. A cantora busca fazer de cada apresentação uma experiência de troca, observando as reações do público e permitindo que o ambiente influencie sua interpretação.

A ideia de encontro aparece, portanto, como um dos elementos centrais de sua identidade artística.

A conexão com o público no centro do palco

Para Uli, cantar significa mais do que executar uma música. A artista entende a apresentação como uma oportunidade de estabelecer uma relação direta com as pessoas que estão diante do palco.

O olhar, a interpretação e a percepção das reações do público fazem parte dessa experiência. Em vez de enxergar o show apenas como uma apresentação de quem está no palco para quem está na plateia, a cantora procura estabelecer uma via de mão dupla.

Essa visão aparece na própria definição que ela faz de sua relação com a música.

“A música conecta pessoas de uma forma muito linda e verdadeira. Eu quero ser essa ponte entre a emoção da música e a emoção que está no coração de quem me ouve.”

A declaração resume uma proposta artística baseada na emoção e na proximidade. A voz passa a ser, nesse contexto, uma ferramenta para criar vínculos e transformar uma apresentação musical em um momento compartilhado.

Um novo momento profissional em 2026

O ano de 2026 marca uma etapa importante para Uli. A cantora vem ampliando sua presença artística por meio de participações em shows, apresentações ao lado de outros artistas e conteúdos musicais publicados nas redes sociais.

Essas experiências ajudam a consolidar sua presença diante do público e também contribuem para a construção de um repertório visual e musical que acompanha a evolução de sua carreira.

O próximo passo acontece em outubro, quando Uli realiza seu primeiro pocket show dedicado ao samba e ao pagode.

A apresentação representa um marco por reunir, em um mesmo projeto, a identidade musical que a cantora vem construindo e a experiência acumulada ao longo de sua trajetória.

Além de funcionar como um momento de encontro com o público, o pocket show também dará origem a novas captações profissionais. O material deverá contribuir para ampliar a presença da artista no ambiente digital e fortalecer sua produção audiovisual.

Em uma indústria musical cada vez mais conectada às plataformas digitais, registros profissionais de apresentações e conteúdos musicais podem funcionar como ferramentas importantes para artistas que estão ampliando sua atuação e buscando novas oportunidades.

Os planos para 2027

Enquanto trabalha na consolidação de sua identidade artística em 2026, Uli já olha para o início de 2027.

A cantora prepara um projeto autoral de maior dimensão, pensado no formato de um audiovisual com composições próprias. A proposta é transformar o projeto em um grande encontro entre música, identidade e emoção durante o verão pernambucano.

A iniciativa representa uma mudança importante em relação ao trabalho baseado principalmente em interpretações e participações. Ao apostar em composições próprias, Uli passa a apresentar também sua perspectiva como artista e compositora, ampliando o espaço para contar histórias a partir de sua própria linguagem.

O projeto ainda está em fase de preparação, mas integra uma estratégia de crescimento que inclui a busca por maior presença em shows, festivais, editais, projetos autorais e produções audiovisuais.

A intenção é fazer com que a nova fase seja sustentada não apenas por apresentações, mas por um conjunto de iniciativas capazes de ampliar a identidade da cantora.

Influências que atravessam gerações

A formação musical de Uli reúne referências de diferentes momentos e estilos.

No samba e no pagode, nomes como Alcione, Péricles e Sorriso Maroto aparecem como referências importantes. São artistas que representam diferentes gerações e vertentes desses gêneros e ajudam a contextualizar o universo musical no qual a cantora decidiu construir sua trajetória.

Ao mesmo tempo, sua formação também passa por nomes internacionais como Whitney Houston, Beyoncé e Bruno Mars.

A combinação dessas influências ajuda a explicar uma característica importante de sua proposta: a valorização da interpretação vocal e da performance sem abrir mão da identidade construída a partir da música brasileira.

Essa diversidade também acompanha uma trajetória iniciada nos corais. O canto coletivo foi o primeiro espaço de desenvolvimento musical de Uli e permaneceu como parte de sua formação durante diferentes fases da vida.

A experiência em coral contribuiu para o contato com harmonia, interpretação e apresentação em grupo, enquanto o trabalho solo trouxe outros desafios relacionados à presença de palco e à construção de uma identidade própria.

Pernambuco como ponto de partida

A história de Uli está diretamente ligada a Jaboatão dos Guararapes, cidade pernambucana onde nasceu e cresceu.

O estado de Pernambuco possui uma forte tradição musical e cultural, com manifestações que atravessam diferentes gêneros e gerações. É nesse ambiente que a cantora desenvolve sua trajetória e projeta os próximos capítulos de sua carreira.

A proposta de realizar um audiovisual durante o verão pernambucano também reforça essa relação com o território e com a atmosfera cultural da região.

Para artistas em processo de consolidação, manter uma conexão com suas origens pode contribuir para a construção de uma identidade reconhecível. No caso de Uli, essa conexão se soma à escolha pelo samba e pelo pagode e à busca por transformar cada apresentação em um momento de proximidade com o público.

Uma carreira voltada para novas oportunidades

Com uma trajetória iniciada ainda na infância, Uli chega a uma etapa na qual a profissionalização e a expansão de sua atuação ganham espaço.

O pocket show previsto para outubro de 2026 funciona como um primeiro movimento dentro dessa nova fase. A produção de materiais audiovisuais profissionais e a preparação de um projeto autoral para 2027 apontam para uma estratégia de ampliar a presença da cantora em diferentes formatos.

Shows, festivais, editais e projetos audiovisuais estão entre os caminhos que a artista pretende explorar.

A perspectiva também acompanha uma mudança no modo como artistas independentes podem construir suas carreiras. As redes sociais e as plataformas digitais permitem que apresentações, músicas e conteúdos cheguem diretamente ao público, enquanto projetos presenciais continuam sendo fundamentais para fortalecer a relação entre artista e audiência.

Nesse cenário, Uli busca combinar os dois ambientes.

De um lado, estão o palco, o contato direto e a energia dos shows. De outro, estão os conteúdos digitais e os registros audiovisuais que ajudam a levar essa experiência para além do momento da apresentação.

Uma voz em busca de novos encontros

A trajetória de Uli começou cedo, quando ainda criança descobriu nos corais um espaço para cantar e se apresentar. Décadas depois, essa relação com a música ganha novos contornos com uma identidade cada vez mais ligada ao samba e ao pagode.

O momento atual é de construção e expansão. O primeiro pocket show dedicado aos gêneros, previsto para outubro de 2026, será um dos próximos capítulos dessa caminhada. Na sequência, o projeto autoral planejado para 2027 pretende ampliar o espaço da cantora como intérprete e apresentar também suas próprias composições.

Mais do que definir uma sonoridade, Uli procura estabelecer uma forma de se relacionar com o público. Sua proposta parte da ideia de que a música pode aproximar pessoas e transformar uma apresentação em uma experiência compartilhada.

É nesse encontro entre voz, interpretação e público que a cantora pretende construir os próximos passos de sua carreira.

Com raízes em Jaboatão dos Guararapes e os olhos voltados para novos palcos, Uli segue desenvolvendo uma trajetória que começou ainda na infância e que agora entra em uma fase marcada pelo samba, pelo pagode, pela produção autoral e pela busca por novas conexões através da música.

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